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DULOXETINA
DESCRIÇÃO
Cloridrato de
Duloxetina - Antidepressivo inibidor da recaptação de
serotonina-noradrenalina (IRSN).
Nome Químico:
cloridrato de (+)-(S)-N-metil-γ-(1-naftaleniloxi)-2-tiofenopropanamina.
Sólido branco a branco levemente acastanhado, levemente solúvel em água.
Fórmula Empírica: C18H19NOS•HCl
PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS
Mecanismo de Ação:
O mecanismo de ação presumido da duloxetina no tratamento da depressão
maior está ligado à inibição da recaptação neuronal de serotonina e de
noradrenalina e um aumento resultante na neurotransmissão serotonérgica
e noradrenégica no SNC.
A duloxetina bloqueia fortemente a
recaptação de serotonina e de noradrenalina e fracamente a captação de
dopamina, com baixa ou nenhuma afinidade para os receptores
dopaminérgicos, histaminérgicos, colinérgicos e adrenégicos. A
duloxetina, dose dependente, aumentou os níveis extracelulares de
serotonina e de noradrenalina em várias áreas do cérebro de animais.
Os estudos neuroquímicos e
comportamentais em animais de laboratório mostraram um aumento de
neurotransmissão de ambas serotonina e noradrenalina no Sistema Nervoso
Central (SNC). A duloxetina também normalizou o limiar de dor em
diversos modelos pré-clínicos de dor inflamatória e neuropática e
atenuou o comportamento da dor em um modelo de dor persistente.
Farmacocinética:
Absorção
- Em humanos, o cloridrato de duloxetina administrado por via oral é bem
absorvido com concentrações plasmáticas máximas (Cmax) de duloxetina
ocorrendo 6 horas após a administração. O alimento retarda o pico de
concentração em 6 a 10 horas e diminui marginalmente a extensão da
absorção (aproximadamente 11%). Não há diferença clinicamente importante
nos parâmetros farmacocinéticos das doses matinais e vespertinas.
Distribuição
- O volume de distribuição varia de 70 a 3800 litros. A duloxetina é
altamente ligada (> 90%) às proteínas, ligando-se primeiramente à
albumina e à 3 glicoproteína (alfa-1-ácida). A
ligação protéica não é afetada pela insuficiência renal ou hepática.
Metabolismo - A duloxetina é
extensivamente metabolizada e os seus metabólitos são excretados
principalmente na urina. As principais vias de biotransformação para a
duloxetina envolvem a oxidação do anel naftil seguida pela conjugação e
posterior oxidação. Ambos CYP2D6 e CYP1A2 catalisam a formação de dois
principais metabólitos (o conjugado glucuronídeo da 4-hidroxi
duloxetina, o sulfato conjugado da 5-hidróxi,6-metóxi duloxetina). Os
metabólitos circulantes não são farmacologicamente ativos.
Excreção - A meia-vida de
eliminação da duloxetina varia de 8,1 a 17,4 horas (média de 12,1 horas)
e o clearance plasmático varia de 33 a 261 l/h (média de 101 l/h). A
maior parte da duloxetina (72%) é recuperada na urina como metabólitos
da duloxetina e aproximadamente 19% é recuperada nas fezes.
CONTRA-INDICAÇÕES
Contra-indicado em pacientes com
hipersensibilidade conhecida à Duloxetina ou a qualquer um de seus
excipientes. Uso concomitante em pacientes usando Inibidores da
Monoamino Oxidase (IMAOs).
POSSÍVEIS EFEITOS
ADVERSOS
Ativação da mania-hipomania; suicídio;
convulsões; midríase; insuficiência renal; insuficiência hepática;
carcinogênese; mutagênese; constipação; dirréia; boca seca; náusea;
tontura; insônia; diminuição do apetite; inquietação; insônia;
sonolência; diminuição da libido; anorgasmia; transtorno da ejaculação;
disfunção erétil; outros.
INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS
Inibidores da CYP1A2; Drogas
Metabolizadas pelas CYP2D6 e CYP3A; álcool; antagonistas H2;
Lorazepam; Inibidores da Monoamino Oxidase (IMAOs); Tricíclicos (ATCs).
NOMES COMERCIAIS
Cymbalta® (Boehringer Ingelheim -
Lilly)
ADVERTÊNCIA:
As informações aqui apresentadas se destinam a profissionais da área da
Saúde Mental e não têm por finalidade substituir as consultas a
bibliografias técnicas internacionalmente reconhecidas e aceitas em
Farmacologia.
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